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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Música Sertaneja


Música Sertaneja, o que falar de um gênero musical muito popular no Brasil, é música de jovem, de velho, de criança também...
Música sertaneja é paixão, é romance, é balada e também é remix, um ritmo que foi bem aceito pelo público de Obelix.
Música Sertaneja não tem baixaria, não tem sodomia, não tem maldade, ai daquele que escuta uma música sertaneja e não abre seu coração para sua amada, que lealdade.
Música Sertaneja pode ser escrita de todas as maneiras, pode  sensibilizar, pode deixar triste, pode entrar em depressão, mas o que vale é que o som é bão.
Música sertaneja é arte, é cultura, é som, é melodia, vai ficar parado ai amor ? Vem dançar e sinta essa energia.
Música Sertaneja é xororo, é luan, é zeze, mas pode ser cantada por você ué.
Pode ser música sertaneja com misturas musicais, pode ser forró, pode ser brega, pode ser universitário, o que conta nesta situação é que você ouve o som e se apaixona pela primeira garota que se encontra do outro lado.
Música Sertaneja é amor, é desejo, é fascinação, é dança, é ficar de rostinho colado, o que conta é sentir o corpo do seu amado...
Música sertaneja é isso tudo,  ela quer passar a alegria a felicidade e o bem querer, só não vale sair de carro e beber.
Faça parte dessa nova moda, música sertaneja e uma boa viola, uma casa simples e uma esposa bem amorosa.
Não sei mais o que falar de música sertaneja, acho que acabou minhas rimas, mas não tem problema você traz mais um copo de cerveja e a intuição volta na quina da neblina.
Posso ficar o dia todo escrevendo sobre esse assunto tão legal,  musica sertaneja meu caro amigo é ser feliz através de uma nota musical... Que genial?
Termino aqui a minha história, ela fala de uma música sertaneja e suas inovações, por favor caro leitor não copie por que se não tem sansões.

Abracinhos
Thiago Bastos

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Refletir é viver.

O monte torto

Bom noite amigos! Um história maravilhosa que podermos enxergar à nós mesmos, os outros  e os nossos relacionamentos à partir de um olhar mais generoso e menos crítico. Divirtam-se 

Um dia, diante de  um velho monte torto todo envergado pelo milhões de anos que se passaram, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o monte posição correta”.

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio daquele homem sábio e generoso, mas como conseguiriam  enxergar o monte na posição correta? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista, ou ter um bom pescoço para não ficar com torcicolo.

Ninguém ganhou o prêmio naquele dia e o velho sábio explicou de maneira generosa e paciente ao povo que olhava ali bastante ansiosos,  ele  disse que ver aquele monte na sua posição correta era nada menos nada mais,  vê-lo como um monte torto. Só isso!

Ele concluiu que nós temos dentro de si, esse jeito, somos salientes, essa mania de querer consertar tudo que vemos pela frente, as coisas, as pessoas, o mundo e tudo a nossa volta, de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para um monte torto é extremamente importante enxergá-lo como um monte torto, sem querer endireitá-lo, pois é assim que ele é. Se você tentar “endireitar-lo” o velho monte torto, pode rachar e causar um acidente grave e acidentes não é legal, por isso é fundamental aceitá-lo como ele é no natural. Como um quadro, você não pode modificar um quadro, primeiro que ele perde seu valor e outro que você vai modificar o que não é seu.

Podemos fazer um link pelo que acontece nos relacionamentos interpessoais é comum um criar no outro expectativas próprias,  esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado?

Isso é normal de todo ser humano, é por que a trave que está nos nossos olhos não enxergamos, mas a trave de quem está ao nosso lado é fácil enxergar, julgar é muito fácil, se autojulgar que é a chave da questão. Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer. Se uma arvore cresce torta e Deus a deixa assim quem somos nós para concertar o erro de outro?

Não criei mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas com uma outra pespectiva, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos do ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez.  Estabeleça metas, objetivos, alvos..Pode ser que seu monte seja torto aos olhos de quem vê , mas pode ser o maior, o mais bonito, o mais perfumado da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

Pense nisso!

Abraços a Todos
Thiago Bastos

sábado, 3 de dezembro de 2011

Não quero mais ir embora

O dia era domingo, os pássaros cantavam nas quinas das casas, o sol brilhava intensamente no horizonte, o vento  balançava as flores daquele lugar lindo, as árvores mostravam seus lindos frutos, os animais eram doceis e amáveis, crianças brincavam correndo pela rua,  livres sem medo de voar, os adultos contemplavam o dia ensolarado e o céu limpo e toda a alegria daquele lugar misterioso. Não quero mais ir embora.

Onde estou? Disse eu com ar de alegria, o lugar parecia ser ajardinado, com flores de todas a cores e tipos, com árvores nunca vistas antes, animais selvagens que amedrontavam , não é possível vê-los mais, pessoas  más? O que é isso - também é impossível identifica-las, o lugar é puro e limpo não havia nenhum tipo de maldade. Não quero mais ir embora

Consigo sentir o aroma das rosas há quilômetros de distância, consigo ver o grão de areia e toda sua essência, consigo escutar o som de uma harpa cantarolando uma música cintilante e calma no alto dos céus, talvez o lugar proporcione isso, não quero mais ir embora.

Sinto-me renovado, sinto-me novo novamente, minha pele é como um pêssego retirado maduro do pé, que lugar é esse? O coração que antes era aflito e vazio se enche de alegria e pureza, o que será que está acontecendo? Não quero mais ir embora.

A vida se tornou eterna, o sentir se tornou vivificado, anjos voam ao meu  redor com sutileza e beldade, vejo um trono pintado de ouro e nele alguém sentado,  um rei quem sabe, do lado desse rei o pai, onde estou? Ainda não sei, a única coisa que resta é: eu não quero mais ir embora. 

Thiago Bastos



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cartão de crédito solução ou perdição?

"Será que a fatura mensal do meu cartão de crédito é uma tragicomédia”, já dizia um professor meu da faculdade. "Fito os olhos no débito, como se um estranho ser dentro de mim, algum monstro, tivesse saído por aí numa orgia de gastos em lojas de brinquedos, loja de eletrodomésticos, supermercados e postos de gasolina"

Minha mãe, sempre me falou também que acha fácil endividar-se com os cartões. Diz ela: “Usar cartões de crédito não dói. Eu não gastaria dinheiro vivo desse jeito. Comprar com cartões de crédito é diferente. Você nunca vê o dinheiro. Basta entregar o cartão, e o cartão volta para você."

Não é para menos que a dívida em cartões de crédito subiram quase 20% no ano de 2009, chegando em dezembro desse ano a mais de 26 bilhões de reais aqui no Brasil — mais de US$ 1.000 por usuário, em média! No entanto, as administradoras de cartões continuam a cortejar novos clientes com incentivos tais como baixas taxas de juros iniciais e isenção de anuidades. Quantas ofertas de cartão de crédito você recebeu nos meses recentes? Com certeza milhares, o que eles querem? Provalmente o  seu dinheiro, o seu tempo e sua paciência, creio eu.

No Japão, há mais cartões de crédito do que telefones; uma média de dois cartões por japonês com mais de 20 anos. No restante da Ásia há mais de 120 milhões de cartões emitidos, cerca de um cartão por 12 habitantes.  fiz uma pesquisa e pude ecnontrar James Cassin, da MasterCard International, diz: “A Ásia é, disparado, a região de maior expansão nas transações com cartões de crédito.” O presidente da Visa International, Edmund P. Jensen, prediz: “Seremos por muito tempo uma sociedade cartocêntrica.”

Evidentemente, os cartões de crédito invadirão cada vez mais o cotidiano das pessoas. Quando usados bem, podem ser um benefício. O mau uso, porém, pode ser doloroso. Noções básicas sobre cartões de crédito poderão ajudá-lo a usar esse instrumento financeiro em seu benefício. Passarei alguns abaixo vejam:

Tipos de cartão

Os cartões mais aceitos são os cartões bancários, como o Visa e o MasterCard. São emitidos por instituições financeiras, com anuidades em geral de 15 a 25 dólares. Essa anuidade pode ser dispensada, dependendo do bom crédito do cliente e de seu uso criterioso do cartão. A quitação pode ser integral, uma vez por mês, em geral sem juros, ou em mensalidades com juros altos. Fixa-se um limite de gastos, dependendo do crédito do interessado. O limite em muitos casos é aumentado, segundo a capacidade de pagamento demonstrada.

 Os cartões bancários oferecem também adiantamento de dinheiro em “caixas eletrônicos” ou em cheques do banco. Esse dinheiro, porém, custa caro. Em geral, paga-se de 2 a 5 dólares para cada cem dólares emprestados. E os juros sobre tais adiantamentos correm a partir do dia da retirada do dinheiro.

Além dos bancos, muitas lojas e cadeias de lojas nacionais emitem cartões de crédito que são aceitos em seus próprios estabelecimentos. Esses cartões, em geral, não têm anuidades. Mas, se o débito não for pago integralmente, os juros poderão ser mais altos do que os de cartões bancários.

Algumas empresas petrolíferas também emitem cartões, sem anuidades. São aceitos, em geral, apenas nos postos de abastecimento da empresa e, em certos casos, em alguns hotéis. Como nos cartões emitidos por lojas, podem ser quitados integralmente sem juros, ou parceladamente, com juros.

Há também cartões para viagem e lazer, como o Diners Club e o American Express. Esse tipo de cartão cobra anuidade, mas não juros, pois o pagamento integral deve ser feito no recebimento da fatura mensal. As diferenças entre esses cartões e os cartões bancários, porém, são vagas. O American Express, por exemplo, oferece também o cartão Optima, que cobra juros e é similar ao cartão bancário.

Um tipo diferente de cartão que está entrando no mercado americano é o “cartão inteligente”, assim chamado por causa de um chip de memória embutido nele. Pode ser usado para sacar dinheiro, pois o chip pode ser programado para aceitar até determinada quantia. O valor da compra pode ser deduzido do cartão, por um vendedor afiliado. No ano passado, os franceses já usavam 23 milhões desses cartões, e os japoneses 11 milhões. Há previsões de que esse número dispare para mais de um bilhão no mundo, por volta do ano 2020.
Antes de adquirir um cartão, é bom inteirar-se dos termos do crédito. “Cláusulas de crédito importantes a considerar”, segundo um folheto do Federal Reserve System, o Banco Central dos EUA, são “o custo percentual anual (sigla APR, em inglês), a anuidade e prazos de vencimento”. Outros fatores a considerar são as taxas sobre adiantamento de dinheiro e saques acima do limite, bem como os custos por atraso de pagamento, eu sempre uso os Estados Unidos como referência por que ela é o centro das economia mundial, tudo parte de lá,  é a base da pirâmide da econômia, por isso uso como paramêtro.

Os verdadeiros custos

Os custos financeiros quando não se paga integralmente a fatura mensal podem ser bem mais altos do que a maioria imagina. Por exemplo, considere o APR, que mede o verdadeiro custo do crédito. A relação da taxa de juros anual com o APR pode ser assim ilustrada: digamos que você empreste 100 dólares a um amigo e ele lhe devolva 108 dólares, depois de um ano. Nesse caso, ele pagou 8% de juros anuais. Mas, suponha que ele pague esse empréstimo de 100 dólares em doze mensalidades de 9 dólares. O total depois de um ano ainda será 108 dólares, mas você, que emprestou, terá tido o uso do dinheiro à medida que as mensalidades eram pagas. O APR sobre tal empréstimo resulta ser 14,5 por cento.

Segundo pesquisa feita pelo Federal Reserve System, os APRs dos cartões de crédito bancários começam com 9,94% e chegam a 19,80%, sendo em geral entre 17% e 19%. Embora algumas instituições ofereçam taxas iniciais mais baixas, tipicamente 5,9%, essas podem aumentar assim que termine o período inicial. As taxas são também aumentadas caso a emitente do cartão detecte um aumento de risco. Algumas emitentes penalizam os devedores em atraso aumentando a taxa de juros. Aplica-se também uma penalidade quando se ultrapassa o limite de gastos.

Nos países asiáticos, as taxas anuais sobre os cartões podem ser muito altas. Alguns cartões bancários cobram 24% em Hong Kong, 30% na Índia, 36% na Indonésia, 45% nas Filipinas, 24% em Cingapura e 20% em Taiwan, por exemplo, de acordo com pesquisa feita pela internet.

Obviamente, os cartões de crédito oferecem crédito fácil, mas muito caro. Entrar numa loja e acumular débitos que você só poderá pagar parceladamente é como entrar num banco e tomar empréstimo a juros exorbitantes. No entanto, quase 3 em cada 4 portadores de cartões nos EUA fazem exatamente isso! Eles têm dívidas sobre as quais pagam juros elevados. Ali, no ano passado, o saldo devedor médio mensal nos cartões Visa e MasterCard foi de US$ 1.825, e muitas pessoas devem quantias como essa em vários outros cartões de crédito.

Pode ser uma armadilha



Os usuários de cartões de crédito não se dão conta dos apuros financeiros em que se podem meter. O usuário que paga uma mensalidade mínima de US$ 36, numa conta de US$ 1.825, levaria mais de 22 anos para quitá-la. Por causa dos juros, nesse período ele terá pago uns US$ 10.000 para o débito inicial de US$ 1.825. E isso sem jamais lançar outro débito no seu cartão! Portanto, se você tende a gastar demais, os cartões de crédito na sua carteira podem ser uma armadilha.

Como as pessoas caem na armadilha? Compramos coisas desnecessárias. Associamo-nos a uma academia de saúde e ginástica que nunca usamos. Compramos uma casa-móvel e gastamos milhares de dólares consertando-a sem considerar se valia a pena. Jamais realmente pesamos as conseqüências de nossas dívidas.”

Renata, também mencionada no artigo anterior, explica o que aconteceu com ela e seu marido, Miguel: “Simplesmente nos atolamos em dívidas. Depois do casamento, compramos tudo o que precisávamos com cartões de crédito. Para seguros de saúde e compras em que não podíamos usar os cartões, sacávamos dinheiro com eles. Em um ano, a nossa dívida chegou a US$ 14.000. Ao percebermos que a maior parte das mensalidades cobriam apenas os juros, abrimos os olhos.”

Vale a pena ter cartões?

 Em vista do atoleiro financeiro em que os cartões de crédito já meteram milhões de pessoas, alguns talvez respondam “não”. Camila uma vizinha minha de 32 anos, diz: “Meus pais nunca tiveram cartão de crédito, e nem querem ter.” Realmente, nos EUA, 1 em cada 4 portadores de cartões de crédito sabe usá-los bem. Quem faz isso deriva os benefícios sem a dor de pagar juros astronômicos. Maria é um destes. “Acho muito prático”, diz. “Não preciso levar muito dinheiro. Se vejo em liquidação algo de que preciso, posso comprá-lo.”

Ela continua: “Sempre me certifico de ter fundos suficientes para cobrir a compra. Nunca usei a opção de adiantamento de dinheiro. E nunca tive de pagar taxas adicionais.” O cartão de crédito é prático para reserva de hotel e, nos EUA, é indispensável para se alugar um carro, no Brasil é muito usado para fazer compras nos supermecados e a compra dos materiais escolares dos filhos, os que sabem usar com moderação é claro.

Mas há pessoas mais impulsivas na hora das compras. Poderão tornar mais racional o ato de comprar fazendo mais pagamentos à vista. tem pessoas que decidem como eu,  não usar nenhum cartão de crédito  — exceto numa emergência.

Usar ou não usar cartões de crédito é assunto pessoal. Se usar, use-os com cuidado. Use-os como conveniência. E evite por todos os meios acumular débitos. Controlar os gastos com cartões de crédito é um passo importante na boa gestão de suas finanças.

Dicas de uma alimentação Saudável

O segredo de uma alimentação saudável consiste simplesmente em fazer boas escolhas entre os alimentos disponíveis. Para ajudá-lo a fazer escolhas saudáveis,  uma pirâmide dividida em quatro categorias de alimentos foi criada para facilitar, Vejam:




Na base da pirâmide acham-se os carboidratos complexos, que incluem cereais como pão, cereais matinais (mingau de aveia, de trigo, etc.), arroz e massas. Esses alimentos são a base de uma alimentação saudável. 



A segunda categoria se divide em duas partes de igual importância — hortaliças e frutas — que também são carboidratos complexos. A maior parte da alimentação diária deve ser selecionada desses três grupos.


A terceira camada da pirâmide tem três grupos menores: um que inclui leite, iogurte e queijo; e o outro que inclui carne vermelha, aves, peixe, leguminosas, ovos e nozes. Coma apenas quantidades moderadas desses grupos. Por quê? Porque a maior parte desses alimentos é rica em colesterol e gorduras saturadas, que podem aumentar o risco de doenças coronárias e câncer.



Por fim, o topo da pirâmide é uma pequena área que inclui gorduras, óleos e doces. Esses alimentos contêm pouquíssimos nutrientes e devem ser consumidos com moderação. Escolha mais alimentos da base da pirâmide e menos do topo.


Porém não coma sempre os mesmos alimentos da parte inferior da pirâmide; é bom variar. Isso porque cada alimento contém uma combinação diferente de nutrientes e fibras. Algumas hortaliças e frutas, por exemplo, são ótimas fontes de vitaminas A e C, enquanto outras são ricas em ácido fólico, cálcio e ferro.

Não é de surpreender que as dietas vegetarianas estejam-se tornando cada vez mais populares. “Há forte evidência no sentido de que os vegetarianos são menos propensos à obesidade, . . . à prisão de ventre, ao câncer pulmonar e ao alcoolismo”, diz a nutricionista Johanna Dwyer, na revista FDA Consumer. E, contrário ao que alguns pensam, quando bem planejada, até mesmo uma alimentação que não inclui carne “pode fornecer os nutrientes recomendados”, segundo as orientações nutricionais publicadas em 1995.
Um fator importante que todos devem ter em mente é manter o consumo de gordura abaixo de 30% do total de calorias e a gordura saturada abaixo de 10%. Você pode fazer isso sem tornar-se vegetarino e sem sacrificar indevidamente o prazer de comer. Como?


O segredo do sucesso


“O segredo está na substituição”, diz o Dr. Peter O. Kwiterovich, da Escola de Medicina da Universidade de Johns Hopkins. “Substitua os alimentos com alto teor de gordura e colesterol por alimentos com baixo teor desses elementos.” Use óleo vegetal e margarina cremosa em lugar de gordura animal ou banha  Evite usar óleos vegetais como azeite-de-dendê e óleo de coco, que são ricos em gordura saturada. E reduza drasticamente o consumo de doces e massas industrializados — como sonhos, doughnuts, bolos, biscoitos e tortas — visto que em geral contêm gordura saturada.

Além disso, use leite desnatado ou magro (com 1% de gordura) em vez de leite integral, margarina em vez de manteiga, e prefira queijos magros. Ademais, substitua o sorvete por gelados preparados com leite desnatado, sorbet ou sorvete de iogurte desnatado. Outra maneira de diminuir o colesterol na alimentação é limitar o consumo de gema de ovo para uma ou duas por semana; quando a receita pede ovos, use claras ou substitutos de ovo.

Na pirâmide da alimentação saudável, a carne vermelha pertence ao mesmo grupo que as aves e os peixes. Contudo, o peixe, o frango e o peru costumam ter menos gordura por porção do que a carne de vaca, de carneiro e de porco, dependendo do corte e do método de preparo. Hambúrgueres, cachorros-quentes, bacon e embutidos (como lingüiças e salsichas) em geral são especialmente ricos em gordura saturada. Muitos nutricionistas recomendam limitar o consumo diário de carne magra, peixe e aves a não mais do que 170 gramas. Embora os miúdos, como fígado, possam ser nutritivos, deve-se lembrar que costumam ter muito colesterol.

Entre as refeições, muita gente gosta de tomar um lanchinho, que com freqüência consiste em batatas fritas, amendoim, castanhas de caju, biscoitos, chocolates, e assim por diante. Os que reconhecem o valor de uma alimentação saudável substituem-nos por lanches com pouca gordura, que incluem pipoca sem adição de manteiga ou sal, frutas frescas e hortaliças cruas, como cenoura, aipo e brócolis.

Controlar as calorias


Ter uma alimentação rica em carboidratos complexos em vez de em alimentos com alto teor de gordura apresenta muitas vantagens. Poderá até perder peso se estiver com excesso. Quanto mais hortaliças, cereais e leguminosas você comer em lugar de carne, menos gordura estará acumulando no corpo.

Rosa, uma grande amiga minha, queria perder 25 quilos em um ano. Para perder meio quilo, ela tinha de consumir cerca de 3.500 calorias a menos do que as suas necessidades calóricas. Ela poderia fazer isso comendo menos ou exercitando-se. Rosa decidiu fazer as duas coisas. Passou a comer 300 calorias a menos por dia. E começou a andar mais de trinta quilômetros por semana, gastando assim umas 1.500 calorias. Por sua regularidade e persistência, ela tem conseguido perder meio quilo por semana.

Ao comer fora


As lanchonetes do tipo fast food se tornaram muito populares. Mas convém ter cuidado, porque os lanches servidos costumam estar recheados de gordura saturada e calorias. Um hambúrguer grande ou duplo, por exemplo, contém entre 525 e 980 calorias, grande parte em forma de gordura. E os lanches rápidos com freqüência incluem fritura, sendo servidos com queijos gordos, acompanhados de molhos e guarnições hipercalóricas. Comer tal tipo de alimento com muita probabilidade acabará prejudicando sua saúde.

Se você mora num país em que os restaurantes servem grandes porções, precisa ficar de olho na quantidade que come. Se não conseguir comer tudo, peça para levar para casa o que não comeu. Algumas pessoas que cuidam da alimentação pedem apenas um tira-gosto, que é menor do que uma entrada. Há casais que pedem só uma entrada para os dois, mas uma porção adicional de salada. Convém ter cuidado com restaurantes tipo rodízio que servem muita comida a um preço moderado. Esses lugares podem ser um convite à gula!

Fica a dica ai...


Dúvidas e Sugestões?
tchumidjo@gmail.com




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A arte de pintar com palavras



O POETA é um misto de pintor e compositor, cuja arte reflete raciocínio e sensibilidade. Não é para menos que poemas bem escritos inspiram, fazem pensar, rir e chorar. O livro The Need for Words (Por que Precisamos de Palavras) diz: “A poesia nada mais é que palavras organizadas para produzir um impacto forte e imediato. Isso em parte explica por que os grandes poemas . . . são inesquecíveis.”

Um belo poema quase sempre revela profundeza de raciocínio. A poesia tradicionalmente aborda os temas cruciais da vida — relacionamentos, amor, espiritualidade, natureza e o sentido da vida. Não surpreende, assim, que a poesia seja uma das formas mais antigas de expressão artística. Comparando-a com a prosa (linguagem escrita comum), certo poeta famoso disse que se ambas falassem sobre a mesma coisa e fossem igualmente bem redigidas, ‘o verso seria lido cem vezes ao passo que a prosa, apenas uma’.
Como deve ter notado, porém, a poesia assume muitas formas. Algumas rimam, outras não. Às vezes até se confunde com a prosa. Assim, o que é, exatamente, a poesia?

O que é poesia?



The Macquarie Dictionary define a poesia como “a arte da composição rítmica, escrita ou falada, capaz de nos emocionar pela beleza, criatividade ou nobreza de sua mensagem” e como “obra literária metrificada; verso”. Repare que há dois aspectos fundamentais na poesia: o ritmo e a métrica. O ritmo faz parte do mundo que nos rodeia: está presente nas marés, nas estações do ano e até mesmo nas batidas do coração. No verso, o ritmo é a cadência do som: quando lemos, percebemos que algo se repete a intervalos regulares. A métrica é o arranjo do ritmo, e pode variar de um poema para outro. Outro recurso poético muito conhecido é a rima. As sílabas que rimam em geral se acham no fim do verso. Naturalmente, há diversos tipos de rima. Às vezes elas são consecutivas, em outros casos, são mais distantes.

O poema haicai japonês não depende de rima, mas é famoso por combinar a beleza de expressão com impressionante brevidade. Ele condensa a mensagem em apenas três versos com 17 sílabas: 5 no primeiro e terceiro versos e 7 no segundo. Devido à sua beleza e simplicidade, tem sido uma opção ideal para muitos iniciantes, mesmo para crianças do jardim-de-infância.

Tradicionalmente, a poesia é conhecida por transmitir uma mensagem profunda em poucas palavras. The World Book Encyclopedia diz que os versos “sugerem muito mais do que dizem. Eles agitam a nossa imaginação . . . A linguagem da poesia é condensada, e entender o significado de uma única palavra pode de repente elucidar o inteiro poema, dando asas à imaginação.” Naturalmente, talvez tenha de ler alguns poemas diversas vezes para compreender o seu pleno significado.

Para criar os efeitos desejados, os poetas escolhem as palavras da mesma forma que um joalheiro escolhe as pedras.  A poesia hebraica, que costumava ser cantada com acompanhamento musical, não depende de rima. O ritmo está na repetição de idéias — um recurso literário chamado paralelismo. Os versos podem apresentar expressões sinônimas ou antíteses. Com freqüência o segundo verso amplia a compreensão do primeiro acrescentando algo novo. "Felizes os sem defeito no seu caminho, os que andam na lei de Deus".

Repare que o segundo verso mostra que ser sem defeito significa andar na lei de Deus. O fato de o hebraico bíblico empregar paralelismo, ou ritmo, em vez de rima, facilita a tradução.

Veículo de todas as emoções




Da mesma forma que a música, a poesia transmite uma ampla gama de emoções. Note o misto de alegria incontida e a sensação de uma longa espera recompensada nas palavras de Adão quando Deus lhe apresentou Eva no jardim do Éden:


Esta, por fim, é osso dos meus ossos
E carne da minha carne.
Esta será chamada Mulher,
Porque do homem foi esta tomada.
— Gênesis 2:23.

O que impressiona nessa passagem é seu conteúdo literário e o sentimento transmitido em apenas alguns versos — numa concisão ainda maior no idioma original. Igualmente, os livros poéticos de Jó, Salmos, Provérbios e Lamentações transmitem um amplo espectro de emoções. No hebraico original, o primeiro salmo começa com a palavra “feliz”, ou “bem-aventurado”. Observe a riqueza das figuras de linguagem, uma característica notável na poesia hebraica:

"Ó Deus, tu és o meu Deus, continuo à tua procura.
Minha alma está sedenta de ti.
Minha carne enfraqueceu de anseio por ti
Numa terra árida e esgotada, onde não há água."


Facilita a memorização


"Os ídolos deles são prata e ouro,
Trabalho das mãos do homem terreno.
Têm boca, mas não podem falar;
Têm olhos, mas não podem ver;
Têm orelhas, mas não podem ouvir.
Têm nariz, mas não podem cheirar.
As mãos são deles, mas não podem apalpar.
Os pés são deles, mas não podem andar;
Não proferem som algum com a sua garganta.
Iguais a eles se tornarão os que os fazem,
Todos os que neles confiam."

Sem dúvida, a maioria dos profetas não tem dificuldade de lembrar de uma passagem vívida e vigorosa como essa.

Gostaria de escrever poemas?




A poesia faz parte de nossa vida — ela está presente nos versinhos e canções infantis e até em jingles, ou músicas de propaganda. Assim, a maioria das pessoas conhece pelo menos os princípios básicos da versificação. Mas se quiser escrever poemas, convém primeiro ler diversos gêneros de poesia. Isso o familiarizará com os princípios da composição de versos, além de ampliar seu vocabulário. Naturalmente, é preciso ser seletivo para não se expor a matérias objetáveis ou degradantes. E a melhor maneira de aprender a fazer versos, sem dúvida, é sentar-se com um papel e lápis e começar a escrever.

Com o tempo poderá até conseguir fazer poemas para a família e os amigos. Por que não tenta expressar seus pensamentos em verso ao enviar a alguém um cartão de agradecimento ou desejando melhoras? Seu poema não precisa ser longo nem excepcional. Apenas escreva alguns versos expressando o que há no coração. O resultado de seu esforço não só dará a você prazer e satisfação como também agradará a pessoa que o recebe, ao ver que você fez um esforço para expressar seus sentimentos de uma maneira criativa e de coração.
Você não precisa ser um gênio literário para escrever poemas, assim como não precisa ser um grande chef para preparar uma refeição. A receita é juntar a inspiração com o desejo, a imaginação, o esforço e a persistência. O resultado poderá ser surpreendente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Essas lindas orquídeas!






“PINTE bambus quando estiver com raiva; orquídeas quando estiver feliz.” Esse ditado chinês reflete um amor de dois mil anos entre as orquídeas e os horticultores e artistas orientais que as imortalizaram.
É evidente que as orquídeas são flores que despertam paixões. Mas seus encantos especiais só vieram a ser apreciados no Ocidente há pouco tempo. De fato, seu cultivo começou quase por acidente.
No início do século 18, William Cattley, importador de plantas tropicais, notou que se usavam uns caules bulbosos como material de embalagem. Por curiosidade, plantou-os em sua estufa. Menos de um ano depois foi recompensado com uma magnífica flor cor de alfazema. Outros viveiristas europeus logo viram as possibilidades comerciais dessas impressionantes flores.

Em pouco tempo, a caça a esses tesouros tropicais começou para valer. Vasculhavam-se as selvas em busca de orquídeas raras, muitas das quais não sobreviviam à longa viagem marítima até a Europa. As sobreviventes eram vendidas por preços elevados. Em 1906, pagaram-se 1.150 guinéus (uns 100.000 dólares hoje) por um único exemplar num leilão em Londres. Os preços caíram muito com o surgimento de híbridos cultivados artificialmente. Mas, ainda hoje, um colecionador talvez pague 25.000 dólares por um novo híbrido.
O que torna as orquídeas tão especiais? Talvez a infindável variedade de formatos e cores. Ou seria sua beleza sutil? Ou aquela atração exótica tão difícil de definir? Os motivos, quaisquer que sejam, são suficientemente fortes para manter o crescente comércio internacional de orquídeas.
Os horticultores em geral preferem cultivar as espécies mais espetaculares dos trópicos, mas, na maior parte, as orquídeas são flores simples que passam despercebidas. Algumas são tão pequenas que a flor tem apenas 2 milímetros de diâmetro.

Encontram-se orquídeas silvestres em desertos, pântanos e picos de montanha, das úmidas florestas tropicais às áridas imensidões do Ártico. Muitas crescem em árvores, embora algumas escolham até mesmo cactos ou raízes de mangues como hospedeiros. Mas as orquídeas não são parasitas; simplesmente precisam da árvore como apoio para que suas raízes aéreas absorvam a umidade atmosférica.
Além da variedade, as orquídeas caracterizam-se também por seus métodos singulares de propagação. Uma única cápsula de sementes de orquídea — uma maravilha de armazenamento — pode conter até dois milhões de minúsculas sementes, que podem ser levadas por toda parte pelo vento. Diferente da maioria das sementes, elas não têm suprimento nutritivo de reserva, de modo que para uma germinação bem-sucedida dependem de encontrar os fungos que lhes forneçam alguns dos nutrientes necessários.
Para produzir sementes a flor precisa ser polinizada, em geral por um inseto. O que atrai o inseto à flor? O pólen das orquídeas não é alimento para o visitante, e nem todas as espécies têm néctar. Os atrativos favoritos? Beleza, odor e dissimulação.

Atraídos Pela Beleza



Os horticultores trabalham há mais de um século para desenvolver híbridos a partir de espécies silvestres atraentes. Existem agora mais de 75.000 variedades registradas.
A beleza tem seus benefícios práticos para a orquídea silvestre. A atraente flor serve para seduzir os polinizadores. A pétala grande e central, ou labelo — geralmente a mais colorida —, serve de convidativo campo de pouso para hóspedes alados.
Flores de cores vivas atraem abelhas, vespas, borboletas e beija-flores, e as linhas paralelas de muitas pétalas de orquídeas servem de sinalização para indicar ao visitante o caminho do alimento, o néctar, em algumas espécies. Mas a beleza não é tudo no mundo dos insetos.

Odor Irresistível



Insetos de visão global não muito aguçada talvez nem notem a beleza. Um odor inebriante, porém, é irresistível. O odor talvez lembre o da fêmea de um inseto. Diz-se que algumas orquídeas cheiram mais a fêmeas de vespa do que as próprias vespas!
O odor nem sempre é tão sutil. Algumas orquídeas cheiram a matéria em decomposição. Mas esse cheiro também é eficaz. Nenhuma mosca que se preze pode ignorá-lo. E se só o odor não basta, pode-se usar uma eficiente dissimulação para acentuar o engano olfativo.

Hábil Imitação

Quando uma orquídea do gênero Oncidium balança suavemente ao vento, parece-se tanto com um inseto adversário que a furiosa abelha investe contra ela na tentativa de afugentar o “inimigo”. Nisso, sem saber, a abelha coleta grande quantidade de pólen da orquídea.
Por outro lado, as orquídeas-abelhas do gênero Ophrys parecem-se com amigos, não com inimigos. Têm cheiro de abelha e aparência de abelha. Um macho de abelha visita a flor, confundindo-a com uma consorte, e quando o desafortunado pretendente descobre o engano, as polínias (pequenas massas de pólen) já estão grudadas em seu corpo. A próxima orquídea que o engana (uma abelha pode ser enganada duas vezes) é então devidamente polinizada.

Tributo ao Criador

Essa assombrosa variedade e esses complexos mecanismos são testemunho vivo da sabedoria do Criador. O acaso cego ou a mera necessidade certamente não poderiam ser os responsáveis por essas maravilhas.
Jesus Cristo falou de outra lição a ser aprendida dessa beleza das flores: “Observai como crescem as flores dos campos”, disse ele. “Eu vos digo que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como uma delas. Se, então, Deus assim reveste a planta . . ., quanto mais a vós?” — Mateus 6:28-30

domingo, 27 de novembro de 2011

O fascinante milho

Leiam com atenção,  fiz um texto falando sobre o milho, lendo esse texto veremos que nem você e nem eu  conhecemos nada desse mundo.
Thiago Bastos

ATÉ alguns anos atrás, Carlos cultivava milho na região de magé, no Estado do Rio de Janeiro, RJ. Ele sempre gostava de explicar a amigos e visitantes como o milho é fascinante. Conhecendo um pouco da vida de Carlos eu o convidei a compartilhar com meus leitores um pouco do que sabe sobre o milho. Também vamos considerar outros aspectos dessa planta notável. Por exemplo: De onde veio? Como se espalhou pelo mundo? E quais são suas utilidades? Vejamos a descrição de Carlos de algumas das coisas que tornam o milho fascinante.
A planta “fala”




“Para mim, o milho é uma obra de arte e uma maravilha da matemática. Desde as folhas até cada um dos grãos da espiga, tudo tem um padrão definido e bonito de ver. Além disso, à medida que cresce, a planta ‘fala’ com quem cuida dela, ‘dizendo’ se está com sede ou mal alimentada, como um bebê, que chora quando precisa de algo. Assim como muitas outras plantas, o milho em crescimento dá sinais do que precisa, às vezes por meio da cor e do formato da folha. O segredo é reconhecer esses sinais."
Folhas roxo-avermelhadas podem indicar falta de fosfato. Outros sintomas talvez indiquem falta de magnésio, nitrogênio ou potassa. O agricultor também pode dizer, só de olhar, se o milho tem uma doença ou se foi danificado por substâncias químicas.
“Como todos os plantadores de milho, eu semeava na primavera porque o solo é mais quente, o que facilita a germinação da semente. De quatro a seis meses depois, minha plantação estava bem desenvolvida, com cerca de 2 metros de altura."
“O milho cresce em estágios que podem ser determinados pela contagem das folhas. No estágio de cinco folhas, ele mostra suas habilidades químicas e ‘matemáticas’. Primeiro, as raízes fazem uma análise abrangente do solo. As informações coletadas formam a base de um programa de crescimento que define a grossura ideal da espiga, que é medida pelo número de fileiras de grãos. Daí, entre o estágio de 12 folhas e o de 17 folhas, análises adicionais de solo ajudam a planta a estabelecer o número ideal de grãos que vão crescer nas fileiras. Em resumo, a planta de algum modo calcula como obter os melhores resultados possíveis do solo. Outras evidências de um projeto maravilhoso se encontram nos detalhes da reprodução do milho.”
Pendões, anteras e cabelos

“Cada planta tem características femininas e masculinas. A inflorescência delgada no alto da planta é a parte masculina, o pendão. Cada pendão tem cerca de 6 mil botões de flor, ou anteras. As anteras de uma só planta liberam milhões de grãos de pólen. Levado pelo vento, o pólen fertiliza os óvulos dentro das espigas não desenvolvidas de plantas nas proximidades. Os óvulos ficam protegidos dentro da palha.
“Como o pólen consegue passar pela palha do milho até os óvulos? Por meio do cabelo, composto de fibras macias e esbranquiçadas na ponta da espiga. Cada espiga possui centenas delas. O cabelo se origina do ovário, que abriga o óvulo. Para cada fio de cabelo, há um óvulo, que por sua vez produz um grão de milho.
“A ponta visível dos fios de cabelo, que balançam ao vento cheio de pólen, tem fios bem finos chamados estigmas, que agarram os grãos de pólen presentes no ar. Ao ficar preso em qualquer parte exposta de um fio de cabelo, o grão de pólen germina e envia um tubo semelhante a uma raiz por dentro do cabelo, para fertilizar o óvulo.
“A falta de grãos de milho na espiga indica que alguns fios de cabelo não foram polinizados, talvez por não terem crescido a tempo. Isso pode acontecer quando o solo é seco. Mais uma vez, se o agricultor conhece os sintomas, geralmente pode fazer algo para corrigir o problema e melhorar a produção — se não a atual, pelo menos a próxima. Algo que já fiz para melhorar as safras foi plantar milho num ano e soja no outro. A soja é uma leguminosa que acrescenta nitrogênio ao solo, e que a broca-do-milho — uma lagarta devoradora — não consegue comer.
“Sempre me dá muito prazer quando vejo um campo vazio ficar verde aos poucos e produzir uma grande quantidade de alimento; tudo isso sem poluir e de modo silencioso e belo diz Carlos. Estou realmente convencido de que o milho — como todas as outras plantas — é uma maravilha da criação. E o que aprendi não é nada em comparação com o que ainda posso aprender.”
Será que os comentários de Carlos deixaram você ainda mais curioso sobre outros aspectos dessa incrível planta? Considere a história do milho e sua versatilidade, leia abaixo com atenção.
Do México para o resto do mundo




O milho começou a ser cultivado nas Américas, muito provavelmente no México, e se espalhou dali para outros lugares. Os peruanos pré-incas adoravam uma deusa do milho que usava uma coroa com espigas dispostas como os raios de uma roda. Joseph Kastner, escritor sobre assuntos naturais, disse que os índios das Américas “adoravam [o milho] como uma coisa feita pelos deuses, do qual o próprio homem foi criado . . . Sua produção era muito barata; uma única planta supria o suficiente para alimentar um homem por um dia”. No entanto, os nativos suplementavam sua alimentação com feijão, uma prática comum entre os latino-americanos até hoje.
O milho só se tornou conhecido na Europa em 1492, depois que o explorador Cristóvão Colombo chegou ao Caribe. O filho de Colombo, Fernando, escreveu que seu pai viu um grão “que chamam de milho e é muito saboroso — cozido, assado ou transformado em farinha”. Ao retornar, Colombo levou sementes de milho, e “em meados do século 16”, escreveu Kastner, “[o milho] estava sendo cultivado não só na Espanha, mas também na Bulgária e na Turquia. Traficantes de escravos levaram milho para a África . . . Homens de [Fernão de] Magalhães [explorador espanhol nascido em Portugal] deixaram sementes mexicanas nas Filipinas e na Ásia”. A partir de então, o milho começou a ser cada vez mais usado.
Hoje em dia, o milho é o segundo cereal mais produzido no mundo, superado apenas pelo trigo. O arroz vem em terceiro lugar. Esses três produtos básicos alimentam a maior parte da humanidade, além de animais de criação.
Como outras gramíneas, há muitas variedades de milho. De fato, só nos Estados Unidos existem mais de mil variedades catalogadas, incluindo as híbridas. As plantas variam em altura, desde aquelas com cerca de 60 centímetros até as gigantescas, com 6 metros! O comprimento da espiga também varia. Algumas têm apenas 5 centímetros; outras, impressionantes 60 centímetros. O livro Latin American Cooking (Culinária Latino-Americana) diz que alguns tipos de milho da América do Sul plantados atualmente produzem espigas imensas, de formato oval, com grãos achatados de 2,5 centímetros de comprimento, e quase o mesmo de largura.
Também existem várias cores de milho. Além de amarelas, as espigas podem ser vermelhas, azuis, rosas ou pretas. E em alguns casos elas podem ter grãos de cores variadas, formando faixas, manchas ou listras. É por isso que às vezes essas espigas coloridas, em vez de irem para a panela, tornam-se enfeites muito bonitos.
Um grão versátil



As muitas variedades de milho são agrupadas em seis famílias principais: milho-dente, milho-duro, milho amiláceo, milho-doce, milho ceroso e milho-pipoca. O milho-doce corresponde a uma pequena parte do milho cultivado no mundo. Seu sabor doce deve-se a um defeito metabólico que faz com que menos açúcar do que o normal seja convertido em amido. No mundo inteiro, mais de 60% da produção de milho alimenta animais de criação e pouco menos de 20% é para o consumo humano. O restante é usado na indústria ou no plantio. Naturalmente, a porcentagem varia de país para país.
O milho tem inúmeras utilidades. Os grãos ou seus derivados podem ser encontrados em qualquer coisa, de adesivos a maionese, e de cerveja a fraldas descartáveis. O milho é empregado até na indústria de combustíveis, para produzir etanol, e isso tem gerado controvérsias. Com certeza, a história dessa planta notável e versátil ainda está sendo escrita. E que venha mais conhecimento...

Quem gostou da história dá um comentáriozinho por favor.


Eu amei, mas eu sou suspeito de falar ne?....kkkk
Abraços a todos

Experimente a culinária da Tailândia

Fiz uma pesquisa e descobri que a culinária Tailândesa é muito interessante
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 Thiago Bastos
 tchumidjo@gmail.com

AO PASSEAR por uma rua movimentada em Bangcoc, Tailândia, pode ser que de repente você se sinta atraído por um aroma irresistível. Ao ar livre, bons cozinheiros estão preparando pratos típicos da culinária tailandesa. Depois de sentir os cheiros tentadores e ver as cores atraentes dessa deliciosa comida, você talvez sinta muita vontade de experimentá-la.

O atrativo da cozinha tailandesa está na combinação de ervas, raízes, folhas e sementes, todas cuidadosamente selecionadas. Essas produzem uma mistura de aromas e sabores doces, azedos, salgados, amargos e apimentados, que tornam muito difícil passar por perto sem ao menos provar um pouco. Como a Tailândia chegou a ter uma culinária tão incomum? A resposta está num passado distante.
Uma mistura internacional de sabores




A Tailândia encontra-se num cruzamento de rotas na Ásia. Durante séculos, pessoas da China, do Laos, do Camboja, da Indonésia, da Europa e de outros lugares passaram pela Tailândia e muitas delas se estabeleceram ali. Essas pessoas trouxeram os pratos típicos de sua terra natal, e os sabores e aromas dessas diferentes comidas se tornaram parte da culinária da Tailândia.
Há muito tempo, não se sabe exatamente quando, viajantes da Índia ensinaram os tailandeses a usar o caril (curry) ao cozinhar. No século 16, os portugueses introduziram pimentas e talvez tomates. Hoje, a gastronomia tailandesa é bem diversificada, mas a maioria das refeições inclui uma variedade de pimentas amarelas, verdes e vermelhas com pastas de caril dessas mesmas cores. Essa combinação de caris e pimentas dá à culinária tailandesa os ricos sabores característicos das comidas orientais.
Muitos pratos, muito mais sabores




Uma refeição típica da Tailândia tem vários pratos, que podem incluir sopa, salada, stir-fry (prato preparado fritando-se ligeiramente os ingredientes), caril e molhos para acompanhar a comida. Um item indispensável às refeições é o arroz fumegante. Depois vem a sobremesa, que pode incluir doces feitos à base de açúcar e ovos. A polpa e o leite de coco também são usados para fazer doces típicos.
Um fator importante para uma boa comida em qualquer lugar é que os ingredientes sejam frescos, e na Tailândia eles são encontrados facilmente. Os mercados nas cidades vendem frutas, hortaliças e peixe frescos, além de temperos como capim-limão, coentro, alho, gengibre, galanga, cardamomo, tamarindo e cominho. Nesses mercados você também vai encontrar muitas pimentas e limões, que são ingredientes importantes dos pratos tailandeses.
Caso esteja visitando a Tailândia ou queira provar a culinária tailandesa perto de casa, experimente tom yam goong — uma sopa acre e picante de camarão que é uma especialidade da Tailândia. Outras boas opções são salada picante de mamão, harussame (macarrão transparente) com frango ou pato assado, carne de porco desfiada ou peixe marinado. Ma ho, que significa “cavalos a galope”, é uma mistura de carne de porco, camarão e amendoim servida em abacaxi fresco e decorada com pimentas vermelhas e folhas de coentro. Para finalizar a refeição, experimente uma sobremesa feita com um tipo especial de arroz (glutinoso), leite de coco e manga.
Qual é o melhor jeito de comer a comida tailandesa? Conforme o costume de algumas partes do país, você deve usar os dedos para fazer bolinhas com o arroz glutinoso especialmente preparado, mergulhá-las em molhos e jogá-las na boca. Ao comer os pratos que têm macarrão, talvez prefira usar os tradicionais pauzinhos orientais. Mas caso se atrapalhe com eles, você pode sempre recorrer ao garfo e à colher.
Ficou com vontade de experimentar a culinária tailandesa? As iguarias desse lindo país asiático podem revelar um mundo de sabores a ser explorado — o da deliciosa cozinha oriental.

sábado, 26 de novembro de 2011

A máquina de aprender mais potente do Universo

O cérebro dos bebes ja foi descrito como a maquina de aprender mais potente do Universo, e com bons motivos, Um bebê chega ao mundo preparado para assimilar todas as imagens, sons e sensações que o cercam.

Acima de tudo, o bebê fica fascinado com outros humanos: seu rosto, sua voz e seu toque, O livro babyhood, de Penélope Leach, diz: "Foram feitos muitos estudos sobre as imagens que mais interessam a um bebê, os sons que mais atraem e prendem sua atenção, as sensações de que ele obviamente mais gosta de experimentar. E em geral todas essas coisas são proporcionadas prontamente pela mesma fonte: "um adulto prestativo e atencioso" Assim, não é de admirar que os pais desempenham um papel essencial no desenvolvimento dos seus filhos.

Eu costumava falar como pequenino

Pais e pediatras ficam impressionados com a habilidade de uma recém-nascido de aprender um novo idioma por apenas ouvi-lo. Os pesquisadores descobriram que, em questão de dias, um bebê se acostuma com a voz de sua mãe e prefere ouvi-la em vez de ouvir estranhos; em questão de semanas, consegue diferenciar os sons da língua materna de seus pais e os sons de outras línguas;  e em questão de meses, consegue perceber as transições entre as palavras e assim saber a diferença entre a fala normal e sons incompreensíveis.

Como é que um pequenino um pequenino, ou um bebê, fala? Geralmente balbuciando uma enxurrada de coisas sem sentido. Será que isso é apenas barulho? De jeito nenhum! Em seu livro sobre como o cérebro se desenvolve nos primeiros cincos anos de vida, a Dra. Lise Eliot nos lembra que o ato de falar é "uma habilidade motora complexa, que requer a coordenação rápida de dezenas de músculos que controlam os lábios, a língua, o palato e a laringe". Ela acrescenta: "Embora o balbuciar pareça ser apenas um modo encantador de os bebês conseguirem atenção, ele também é um ensaio muito importante para a complexa ginástica do falar".

Os pais respondem ao balbuciar do bebê com uma fala infantilizada, e isso também tem utilidade. Essa fala estimula o bebê responder. Esse vaivém ensina ao bebê os elementos básicos da conversação - uma habilidade que ele usará pelo resto da vida.

Mudança de papéis

Os pais ficam bem ocupados atendendo ás necessidades diárias de seus recém-nascidos. O bebê chora, e alguém o alimenta, o bebê chora e alguém troca suas fraldas. O bebê chora e alguém pega no colo, ele emite sinais sempre que quer algo, essa atenção é apropriada e necessária. Nessa fase, o principal papel dos pais é cuidar do filho.

Por isso, é natural que o bebê pense que ele é o centro do Universo e que os  adultos - em especial seus pais - vivem apenas em função dele. Esse conceito é equivocado, mas perfeitamente compreensível. Afinal, essa tem sido a realidade do bebê por mais de um ano. Do seu ponto de vista, ele é o rei, ele é o rei de um império habitado por pessoas grandes que existem para servi-lo. O conselheiro familiar John Rosemond escreveu "Leva apenas dois anos para formar essa impressão ilusória. mais leva 16 anos ou mais para corrigi-la! Parece contraditório, mas este é o trabalho dos pais: Fazer seu filho acreditar nessa fantasia e então, com jeito fazê-lo cair na realidade"

Com cerca de 2 anos, o filho começa mesmo a cair na realidade quando o foco dos pais deixa de ser cuidar e passa a ser educar. Agora a criança se dá conta de que a situação não está sob seu controle, mas sob o controle de seus pais. O reinado do bebê foi derrubado e ele talvez não aceite bem o novo governo Frustrado ele tenta continuar no comando como?

As birras

Por volta dos 2 anos, muitos bebês passam por uma mudança radical de comportamento, que costuma incluir episódios de teimosia e irritação conhecidos como birras, de rerepente a expressão favorita da criança é Não! ou "Não quero". Ela pode ficar frustrada consigo mesma ou com seus pais enquanto luta contra seus proprios sentimentos conflitantes. A criança quer ficar longe dos pais e ao mesmo tempo perto deles. Para pais confusos e frustrados, parece que nada faz sentido e nada funciona, o que será que está acontecendo?

Pense na mudança Radical que acontece na vida da criança. Até pouco tempo bastava choramingar e um adulto vinha correndo. Agora ela começa a se dar conta de que seu "reinado" era apenas temporário e que terá de fazer pelo menos algumas coisas sozinha.

Fica cada vez mais claro que ela está numa posição de submissão, ou seja os filhos tem que obedecer os pais, isso é importante para a construção do carater e a personalidade da criança.

Caráter

Alguns animais, e até máquinas, conseguem reconhecer palavras e imitar a fala humana. Mas só o ser humano é capaz de examinar a si mesmo. Por esse motivo, por volta dos 2 ou 3 anos, a criança consegue sentir emoções como orgulho, vergonha, culpa e constragimento. Esses são os primeiros passos para ela se tornar um adulto com qualidade morais - alguém capaz de tomar uma posição firme a favor do que é correto, mesmo que outros estejam fazendo o que não é.

A essa altura, os pais ficam encantados ao ver outra etapa do desenvolvimento. Seu filho está começando a reconhecer as emoções de outros. Aos 2 anos de idade, ele só brincava perto de outras pessoas, mas agora ele interage e brinca com elas. Ele também percebe quando seus pais estão felizes e talvez queira agrada-los. Assim é provável que ele se torne mas receptivo ao ensino nessa fase.

Aos 3 anos, mais do que nas fases anteriores, a criança começa a aprender os conceitos de certo e errado, bom e mau, Sem dúvida, essa é a hora de os pais treinarem seus filhos para se tornarem adultos responsáveis. O que o artigo quer dizer é que a preparação de uma educação tem que ser feita na base, no começo, de alguma coisa, pessoas adultas só vão ser boas pessoas se a "base" for boa, ou seja tudo depende de vocês pais para que seu filho seja bem sucedido na vida.

Fico por aqui.

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Thiago Bastos 


O que vai estar em cartaz no verão

   O que a chegada do verão significa para você? O clima mais quente pode ser um convite para agradáveis atividades ao ar livre - talvez ir à praia ou a um parque, ou quem sabe talvez um cinema.

    No entanto, os que fazem parte da indústria cinematográfica esperam que milhões de pessoas passem muitas horas do verão dentro dos cinemas. Há pelo menos 35 mil telas de cinema só nos Estados Unidos e, nos últimos anos, cerca de 40% das rendas de bilheteria naquele país foram geradas durante o verão, nos Estados Unidos a temporada de filmes do verão começa em maio e vai até setembro. Geralmente o termo "campeões de bilheteria" se aplica aos filmes que rendem 100 milhões de dólares ou mais, no entanto, o termo é as vezes usado, por extensão, para descrever qualquer filme que faz sucesso, independentemente de quanto rende nas bilheterias, a época de Natal é o período em que se lucrava mais.

  Mas, isso nem sempre foi assim. O verão era uma temporada fraca para os cinemas nos Estados Unidos, o que fazia com que muitos deles limitassem sua programação ou fechassem nessa época. Mas, em meados dos anos 70, cinemas com ar condicionado atraíram milhões de pessoas que queriam fugir do calor. As crianças em férias eram um mercado em potencial, que não passou despercebido dos produtores de filmes. Não demorou muito e apareceram os campeões de bilheteria do verão. Isso mudou a maneira de produzir filmes e comercializá-los, como veremos.

    Nas últimas décadas, Hollywood tornou-se um grande produtor de campeões de bilheteria. Esse fenômeno tem tido impacto global, visto que muitos filmes americanos são lançados no exterior apenas semanas — ou, em alguns casos, dias — depois da estréia nos Estados Unidos. Alguns filmes são até mesmo lançados no mundo inteiro simultaneamente. “O mercado internacional está crescendo cada vez mais e é muito forte”, diz Dan Fellman, presidente da distribuição nacional da Warner Brothers Pictures. “Assim, quando fazemos filmes, nós os vemos como uma oportunidade global.” Agora, mais do que nunca, o que acontece em Hollywood afeta a indústria do entretenimento no mundo todo.

   Mas obter lucros com um filme não é tão fácil quanto talvez pareça. Muitos filmes precisam render mais de 100 milhões de dólares apenas para cobrir os custos de produção e marketing. E seu êxito depende inteiramente de um público imprevisível. “Nunca se sabe o que o público vai achar emocionante ou sensacional em determinada época”, diz David Cook, professor de estudos cinematográficos da Universidade Emory. Então, como os produtores de filmes aumentam sua chance de sucesso? Para responder a essa pergunta, precisamos entender primeiro alguns fatos básicos relacionados com a produção de filme

    A pré-produção é geralmente a fase mais longa do processo de produção de um filme e uma das mais importantes. Como acontece com qualquer projeto grande, a preparação é a chave do sucesso. Espera-se que qualquer dinheiro gasto na pré-produção renda muito mais durante a filmagem.

  A produção de um filme começa com a idéia de uma história, que pode ser fictícia ou baseada em fatos reais. Um escritor transforma a história em script, que também é chamado de roteiro. Este pode ser revisado várias vezes antes de se produzir a versão final — chamada de roteiro de filmagem —, que contém o diálogo e uma breve descrição do que acontecerá no filme. Também fornece orientações sobre detalhes técnicos, como a direção da câmera e mudanças de cenas.

  No entanto, é ainda no estágio inicial que um roteiro é vendido ao produtor. Que tipo de roteiro pode interessar um produtor? Bem, o conteúdo dos filmes típicos de verão é direcionado aos adolescentes e adultos jovens — “a turma da pipoca”, como são chamados por um crítico de cinema. Desse modo, um produtor talvez se interesse numa história que atraia os jovens.

  Melhor ainda é um script que interesse pessoas de todas as idades. Por exemplo, um filme sobre um super-herói de histórias em quadrinhos com certeza atrairá crianças mais novas que conhecem bem o personagem. E, sem dúvida, os pais verão o filme com elas. Mas, como os produtores de filmes atraem adolescentes e adultos jovens? “Conteúdo provocante” é a chave, escreve Liza Mundy, no The Washington Post Magazine. Acrescentar linguagem obscena, cenas fortes de violência e uma boa dose de sexo a um filme é uma maneira de “aumentar grandemente seu potencial lucrativo sem deixar nenhum grupo de fora”.

   Se o produtor achar que um roteiro tem potencial, ele pode assinar um contrato com um diretor bem-conceituado e com um ator ou uma atriz famosos. Um filme que tem um diretor conhecido e um astro famoso vai atrair o público quando for lançado. No entanto, mesmo no estágio inicial, nomes famosos podem atrair os investidores necessários para financiar o filme.

    Outro aspecto da pré-produção é o storyboard. Trata-se de uma série de desenhos que descrevem várias seqüências, especialmente as que envolvem ação. Servindo de plano de ação para o cineasta, o storyboard poupa muito tempo durante a filmagem. Frank Darabont, diretor e roteirista, diz que “não há nada pior do que ficar à toa no set de filmagem, desperdiçando o dia, tentando descobrir onde posicionar a câmera”.
Muitas outras questões precisam ser decididas durante a pré-produção. Por exemplo, que locais serão usados para a filmagem? Será preciso viajar? Como serão planejados e construídos os interiores? Serão necessários trajes específicos? Quem cuidará da iluminação, maquiagem e penteado? Que dizer do áudio, efeitos especiais e dublês? Tudo isso é apenas uma pequena amostra dos muitos aspectos da produção de um filme que precisam ser considerados antes de se filmar uma única imagem. Preste atenção nos créditos que aparecem no final de uma superprodução cinematográfica e verá que centenas de pessoas estiveram envolvidas nos bastidores! “É preciso a cooperação de muitas pessoas para fazer um longa-metragem”, diz um técnico que trabalhou em muitos sets de filmagem.

    Filmar pode ser demorado, cansativo e caro. De fato, um único minuto perdido pode custar milhares de dólares. Às vezes é preciso levar os atores, a equipe de filmagem e os equipamentos a uma parte remota do mundo. No entanto, não importa onde seja feita a gravação, cada dia de filmagem consome uma quantia considerável do orçamento previsto.
    Entre os primeiros a chegar ao set estão a equipe de iluminação, os cabeleireiros e os maquiadores. Em cada dia de filmagem gastam-se várias horas preparando os atores para a gravação. Então, começa o longo dia.
    O diretor supervisiona de perto a filmagem de cada cena. Pode-se demorar um dia inteiro para filmar mesmo uma cena relativamente simples. A maioria das cenas são gravadas com uma única câmera; por isso, é preciso repetir a cena várias vezes para que a câmera possa pegá-la de vários ângulos. Além disso, cada filmagem talvez seja feita muitas vezes para se obter o melhor desempenho ou corrigir um problema técnico.  
    Cada uma dessas tentativas recebe o nome de “tomada”. Para cenas maiores, talvez sejam necessárias 50    tomadas ou mais! Mais tarde — geralmente no final de cada dia de filmagem — o diretor assiste a todas as tomadas e decide quais devem ser usadas. Ao todo, o processo de filmagem pode durar semanas ou mesmo mese

   Durante a pós-produção, as tomadas são editadas para formar o filme completo. Primeiro, sincroniza-se a trilha sonora com o filme. Daí, o editor de imagens junta as tomadas não-editadas para formar uma versão preliminar do filme, chamada copião.
 
    É nesse estágio que se acrescentam os efeitos sonoros e visuais. Um dos elementos mais complexos na produção de filmes — os efeitos cinematográficos especiais — são às vezes conseguidos com a ajuda de computação gráfica. Os resultados podem ser espetaculares e bem realísticos.

   Durante a pós-produção também se acrescenta a trilha sonora ao filme, e esse é um aspecto considerado muito importante para os filmes de hoje. “Atualmente, mais do que nunca, a indústria cinematográfica exige que o filme tenha uma trilha sonora original — não apenas vinte minutos ou pequenos intervalos para momentos dramáticos, mas geralmente mais de uma hora de música”, escreve Edwin Black, na revista Film Score Monthly.

   Às vezes, um filme recém-editado é exibido a espectadores selecionados, talvez amigos ou colegas do diretor que não estiveram envolvidos na produção. Dependendo da reação deles, o diretor pode refilmar ou eliminar algumas cenas. Em alguns casos, modificou-se todo o final de um filme por causa da reação desfavorável à versão original numa exibição de teste.
   Finalmente, o filme está pronto e é lançado nos cinemas. Só então fica claro se o filme será um sucesso ou um fracasso — ou nenhum dos dois. Mas algo mais do que dinheiro está envolvido. Uma série de fracassos pode arruinar as perspectivas de trabalho do ator e a reputação do diretor. “Já vi muitos de meus contemporâneos deixar a carreira depois de alguns fracassos”, diz o diretor John Boorman, lembrando seus primeiros anos na produção de filmes. “A dura realidade do ramo cinematográfico é que, se você não ganha dinheiro para seus superiores, você é descartado.”
   É claro que, quando as pessoas estão diante de um cartaz de cinema, elas não pensam nos empregos dos que estão envolvidos na produção de filmes. É mais provável que sua principal preocupação seja: ‘Será que vou gostar desse filme? Vale a pena pagar a entrada? Será que vou achar o filme chocante ou ofensivo? É próprio para meus filhos?’ Como você pode responder a essas perguntas ao decidir a que filmes irá assistir?

O filme está pronto. Milhões de pessoas já podem assistir a ele. Será que vai ser um sucesso? Considere algumas maneiras como os produtores tentam divulgar o filme e transformá-lo num campeão de bilheteria.

RUMORES: Uma das maneiras mais eficazes de criar expectativa sobre um filme é por meio do que as pessoas falam. Às vezes os rumores começam meses antes do lançamento. Talvez seja anunciado que haverá uma continuação de um filme de sucesso. As pessoas talvez se perguntem: ‘Será que os mesmos astros vão participar desse novo filme? Será que vai ser tão bom (ou tão ruim) como o primeiro?’
  Em alguns casos, surgem rumores sobre algum aspecto polêmico do filme — talvez cenas de sexo explícito, incomuns num filme classificado para todas as idades. A cena é mesmo tão ruim? Será que o filme “passou dos limites”? À medida que pontos de vista diferentes são debatidos pelo público, o filme é divulgado gratuitamente, para o benefício dos produtores. Às vezes a polêmica levantada garante uma grande audiência na estréia do filme.

MÍDIA: Formas mais tradicionais de anunciar um filme incluem o uso de cartazes, anúncios em jornais, comerciais de TV, trailers exibidos no cinema antes de um longa-metragem e entrevistas em que os astros divulgam seu último filme. Atualmente a internet é um dos principais meios de propaganda.

PROMOÇÃO DE VENDAS: Itens promocionais podem aumentar a expectativa sobre o lançamento de um filme. Por exemplo, um filme baseado num herói de histórias em quadrinhos veio acompanhado de produtos relacionados com o tema do filme, como lancheiras, canecas, bijuteria, roupas, chaveiros, relógios, abajures, um jogo de tabuleiro e outras coisas. “Normalmente, 40% das mercadorias promocionais são vendidas mesmo antes de o filme ser lançado”, escreve Joe Sisto, numa revista sobre entretenimento, da Ordem dos Advogados dos EUA.

FITAS DE VÍDEO: Um filme que não dá muita renda nas bilheterias pode compensar as perdas com as vendas de fitas de vídeo. Bruce Nash, que acompanha o movimento financeiro dos filmes, diz que “o comércio de fitas de vídeo é responsável por 40% a 50% da renda”.

CLASSIFICAÇÕES: Os produtores de filmes aprenderam a tirar vantagem das classificações. Por exemplo, certo conteúdo pode ser inserido de propósito num filme com o objetivo de que este receba uma classificação mais rigorosa, fazendo parecer que é para adultos. Por outro lado, apenas alguns cortes podem ser suficientes para evitar que um filme seja classificado para adultos, e fazer com que seja comercializado para adolescentes. Liza Mundy escreve no The Washington Post Magazine que a classificação de filmes para adolescentes “transformou-se numa propaganda: os estúdios a usam para transmitir aos adolescentes — e às crianças que desejam muito ser adolescentes — a mensagem de que o filme contém coisas interessantes para eles”. As classificações criam uma espécie de “conflito de gerações”, escreve Mundy, “alertando os pais enquanto seduzem os filhos”.

Thiago Bastos
tchumidjo@gmail.com