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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A arte de pintar com palavras



O POETA é um misto de pintor e compositor, cuja arte reflete raciocínio e sensibilidade. Não é para menos que poemas bem escritos inspiram, fazem pensar, rir e chorar. O livro The Need for Words (Por que Precisamos de Palavras) diz: “A poesia nada mais é que palavras organizadas para produzir um impacto forte e imediato. Isso em parte explica por que os grandes poemas . . . são inesquecíveis.”

Um belo poema quase sempre revela profundeza de raciocínio. A poesia tradicionalmente aborda os temas cruciais da vida — relacionamentos, amor, espiritualidade, natureza e o sentido da vida. Não surpreende, assim, que a poesia seja uma das formas mais antigas de expressão artística. Comparando-a com a prosa (linguagem escrita comum), certo poeta famoso disse que se ambas falassem sobre a mesma coisa e fossem igualmente bem redigidas, ‘o verso seria lido cem vezes ao passo que a prosa, apenas uma’.
Como deve ter notado, porém, a poesia assume muitas formas. Algumas rimam, outras não. Às vezes até se confunde com a prosa. Assim, o que é, exatamente, a poesia?

O que é poesia?



The Macquarie Dictionary define a poesia como “a arte da composição rítmica, escrita ou falada, capaz de nos emocionar pela beleza, criatividade ou nobreza de sua mensagem” e como “obra literária metrificada; verso”. Repare que há dois aspectos fundamentais na poesia: o ritmo e a métrica. O ritmo faz parte do mundo que nos rodeia: está presente nas marés, nas estações do ano e até mesmo nas batidas do coração. No verso, o ritmo é a cadência do som: quando lemos, percebemos que algo se repete a intervalos regulares. A métrica é o arranjo do ritmo, e pode variar de um poema para outro. Outro recurso poético muito conhecido é a rima. As sílabas que rimam em geral se acham no fim do verso. Naturalmente, há diversos tipos de rima. Às vezes elas são consecutivas, em outros casos, são mais distantes.

O poema haicai japonês não depende de rima, mas é famoso por combinar a beleza de expressão com impressionante brevidade. Ele condensa a mensagem em apenas três versos com 17 sílabas: 5 no primeiro e terceiro versos e 7 no segundo. Devido à sua beleza e simplicidade, tem sido uma opção ideal para muitos iniciantes, mesmo para crianças do jardim-de-infância.

Tradicionalmente, a poesia é conhecida por transmitir uma mensagem profunda em poucas palavras. The World Book Encyclopedia diz que os versos “sugerem muito mais do que dizem. Eles agitam a nossa imaginação . . . A linguagem da poesia é condensada, e entender o significado de uma única palavra pode de repente elucidar o inteiro poema, dando asas à imaginação.” Naturalmente, talvez tenha de ler alguns poemas diversas vezes para compreender o seu pleno significado.

Para criar os efeitos desejados, os poetas escolhem as palavras da mesma forma que um joalheiro escolhe as pedras.  A poesia hebraica, que costumava ser cantada com acompanhamento musical, não depende de rima. O ritmo está na repetição de idéias — um recurso literário chamado paralelismo. Os versos podem apresentar expressões sinônimas ou antíteses. Com freqüência o segundo verso amplia a compreensão do primeiro acrescentando algo novo. "Felizes os sem defeito no seu caminho, os que andam na lei de Deus".

Repare que o segundo verso mostra que ser sem defeito significa andar na lei de Deus. O fato de o hebraico bíblico empregar paralelismo, ou ritmo, em vez de rima, facilita a tradução.

Veículo de todas as emoções




Da mesma forma que a música, a poesia transmite uma ampla gama de emoções. Note o misto de alegria incontida e a sensação de uma longa espera recompensada nas palavras de Adão quando Deus lhe apresentou Eva no jardim do Éden:


Esta, por fim, é osso dos meus ossos
E carne da minha carne.
Esta será chamada Mulher,
Porque do homem foi esta tomada.
— Gênesis 2:23.

O que impressiona nessa passagem é seu conteúdo literário e o sentimento transmitido em apenas alguns versos — numa concisão ainda maior no idioma original. Igualmente, os livros poéticos de Jó, Salmos, Provérbios e Lamentações transmitem um amplo espectro de emoções. No hebraico original, o primeiro salmo começa com a palavra “feliz”, ou “bem-aventurado”. Observe a riqueza das figuras de linguagem, uma característica notável na poesia hebraica:

"Ó Deus, tu és o meu Deus, continuo à tua procura.
Minha alma está sedenta de ti.
Minha carne enfraqueceu de anseio por ti
Numa terra árida e esgotada, onde não há água."


Facilita a memorização


"Os ídolos deles são prata e ouro,
Trabalho das mãos do homem terreno.
Têm boca, mas não podem falar;
Têm olhos, mas não podem ver;
Têm orelhas, mas não podem ouvir.
Têm nariz, mas não podem cheirar.
As mãos são deles, mas não podem apalpar.
Os pés são deles, mas não podem andar;
Não proferem som algum com a sua garganta.
Iguais a eles se tornarão os que os fazem,
Todos os que neles confiam."

Sem dúvida, a maioria dos profetas não tem dificuldade de lembrar de uma passagem vívida e vigorosa como essa.

Gostaria de escrever poemas?




A poesia faz parte de nossa vida — ela está presente nos versinhos e canções infantis e até em jingles, ou músicas de propaganda. Assim, a maioria das pessoas conhece pelo menos os princípios básicos da versificação. Mas se quiser escrever poemas, convém primeiro ler diversos gêneros de poesia. Isso o familiarizará com os princípios da composição de versos, além de ampliar seu vocabulário. Naturalmente, é preciso ser seletivo para não se expor a matérias objetáveis ou degradantes. E a melhor maneira de aprender a fazer versos, sem dúvida, é sentar-se com um papel e lápis e começar a escrever.

Com o tempo poderá até conseguir fazer poemas para a família e os amigos. Por que não tenta expressar seus pensamentos em verso ao enviar a alguém um cartão de agradecimento ou desejando melhoras? Seu poema não precisa ser longo nem excepcional. Apenas escreva alguns versos expressando o que há no coração. O resultado de seu esforço não só dará a você prazer e satisfação como também agradará a pessoa que o recebe, ao ver que você fez um esforço para expressar seus sentimentos de uma maneira criativa e de coração.
Você não precisa ser um gênio literário para escrever poemas, assim como não precisa ser um grande chef para preparar uma refeição. A receita é juntar a inspiração com o desejo, a imaginação, o esforço e a persistência. O resultado poderá ser surpreendente.

domingo, 27 de novembro de 2011

Robôs — até onde já chegaram?


Texto escrito por um amigo do Japão. ( Ele pediu para não revelar o nome )


Dúvidas e Sugestões


tchumidjo@gmail.com

ROBÔS. O que lhe vem à mente quando ouve essa palavra? Alguns encaram os robôs como ajudantes ou companheiros bondosos e amigáveis. Outros os consideram uma ameaça — máquinas com inteligência superior que um dia talvez venham a substituir os humanos. E, na opinião de muitos outros, os robôs estão mais para a ficção científica do que para a vida real.

Qual é a situação atual dos robôs? De acordo com estimativas de um estudo divulgado em 2006 pela Federação Internacional de Robótica, existem quase um milhão de robôs industriais em uso no mundo todo e, desses, quase a metade está na Ásia. Por que há tanta demanda por robôs?

Os robôs de hoje


Imagine um empregado que nunca falta ao serviço, nunca reclama e trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, sem se cansar. Bem, os robôs industriais fazem exatamente isso ao fabricarem em pouco tempo enormes quantidades de produtos elétricos, domésticos e automotivos. Os robôs fazem jus ao seu nome, derivado da palavra tcheca robota, que significa “trabalho forçado”. Calcula-se que, em 2005, a indústria automobilística tinha 1 robô para cada 10 trabalhadores.
Mas hoje o uso de robôs não se restringe às indústrias. Eles são equipados com recursos e dispositivos como programas de reconhecimento de voz, giroscópios, comunicação de dados sem fio, Sistema de Posicionamento Global (GPS) e uma variedade de sensores, como os de calor, força, ultra-som, substâncias químicas e radiação. Mais potentes e versáteis do que nunca, os robôs realizam tarefas que alguns anos atrás eram consideradas impossíveis. Veja alguns exemplos:

Serviços diversos. Na farmácia de um hospital na Grã-Bretanha, um robô com braços mecânicos recolhe e entrega remédios em questão de segundos. O Serviço Postal dos EUA conta com muitos robôs que separam, erguem e empilham bandejas contendo pacotes. Existem também robôs com braços longos e cilíndricos que podem alcançar lugares de difícil acesso, como o interior das asas de um avião, para fazer inspeções e consertos.


Como companhia. Em uma casa de repouso no Japão, pacientes idosos se revezam para acariciar um robô engraçadinho e felpudo que se parece com um filhote de foca. Esse robô é sensível ao toque, à luz, ao som, à temperatura e até mesmo à maneira como é segurado. Ele consegue imitar o comportamento animal e reage emitindo sons característicos, piscando os olhos e mexendo as nadadeiras. O robô foca, de acordo com algumas pessoas, satisfaz a necessidade básica que os humanos têm de companhia e é usado como uma forma de terapia.

▪ Na medicina. Um robô com três braços é posicionado ao lado de um paciente. A uma certa distância, um cirurgião olha através do visor de um enorme console para examinar uma imagem tridimensional do coração do paciente. O robô, controlado pelo cirurgião, faz os cortes e a sutura durante uma cirurgia para corrigir uma valva cardíaca defeituosa. Esse método possibilita realizar cirurgias minimamente invasivas por causa da extrema precisão dos movimentos do robô, reduzindo o trauma, a perda sanguínea e o tempo de recuperação.

Em casa. Basta apertar um botão e um robô em forma de disco começa a aspirar o chão. O robô limpa as áreas livres num movimento em espiral crescente e contorna as paredes, “aprendendo” por fim o formato do ambiente. Ele detecta escadas e as evita. O robô pára automaticamente quando termina o serviço e se dirige ao local onde é recarregado. Hoje em dia, mais de dois milhões desses robôs estão em uso.

▪ No espaço. Um veículo robótico de seis rodas chamado Spirit explora a superfície de Marte. Com ferramentas e instrumentos científicos fixados em seu braço mecânico, esse robô-explorador analisa a composição do solo e das pedras. O Spirit já tirou mais de 88.500 fotos em Marte — por exemplo, do terreno, de crateras, nuvens, tempestades de areia e pores-do-sol. É um dos veículos robóticos atualmente usados nesse planeta.

Operações de busca e resgate. Após o desabamento das torres gêmeas do World Trade Center, 17 robôs, do tamanho de uma bola de basquete, foram usados para procurar sobreviventes debaixo dos escombros de um emaranhado superaquecido de vigas de aço retorcidas e pedaços de concreto. Desde então, modelos mais avançados têm sido desenvolvidos, como o mostrado abaixo.


▪ Debaixo da água. Cientistas estão usando veículos subaquáticos autônomos para estudar o único lugar da Terra ainda inexplorado pelo homem — as profundezas do oceano. Esses veículos robóticos não são tripulados e geram a própria energia. Outros usos subaquáticos incluem operações de busca e recuperação, inspeção de cabos de telecomunicação, rastreamento de baleias e remoção de minas.

Até que ponto são “humanos”?


Há séculos o homem sonha em construir um humanóide — um robô semelhante ao ser humano. Mas, por causa dos enormes obstáculos técnicos envolvidos, tem sido muito difícil realizar esse sonho. “A complexidade de desenvolver supercomputadores, construir arranha-céus ou até planejar cidades inteiras é insignificante perto da tarefa de dar a máquinas características humanas, como coordenação motora e sentidos (como visão, olfato, audição e tato artificiais), e algo que se aproxime da inteligência humana”, comentou a revista Business Week.

Considere, por exemplo, a tarefa aparentemente simples de criar um robô humanóide capaz de andar como humano. Depois de 11 longos anos de extensas pesquisas e desenvolvimento — e de gastar incalculáveis milhões de dólares —, engenheiros japoneses conseguiram essa façanha técnica em setembro de 1997. Desde então, tem se desenvolvido humanóides que conseguem subir escadas, correr, dançar, carregar itens numa bandeja, empurrar um carrinho de compras e até se levantar do chão quando caem!

O que o futuro trará?

O que o futuro reserva para os robôs? Atualmente, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos EUA, está desenvolvendo um “robonauta”, um humanóide capaz de realizar tarefas perigosas no espaço. Bill Gates, um renomado líder da revolução do computador pessoal, disse que provavelmente “os robôs desempenharão um papel importante em prestar ajuda física e até em fazer companhia para idosos”.
Similarmente, um relatório divulgado pelo governo japonês prevê que em 2025 robôs vão coexistir com humanos e cuidar de idosos, doentes e crianças, auxiliar na criação dos filhos e executar tarefas domésticas. Por volta de 2050, pesquisadores esperam ver um time de futebol só de robôs derrotar um time de humanos. Espera-se também que, em poucas décadas, sejam desenvolvidas máquinas capazes de superar o cérebro humano.
Por mais ousadas que essas predições possam ser, nem todos têm o mesmo conceito otimista quanto à sua realização. Falando a respeito dos desafios técnicos envolvidos, Jordan B. Pollack, pesquisador na área de inteligência artificial, disse: “Nós basicamente subestimamos a alta capacidade de programação da Mãe Natureza.”
Só o tempo dirá o quanto os robôs ainda vão evoluir. No entanto, uma coisa é certa: a capacidade de amar e de exercer sabedoria e justiça sempre será exclusiva aos humanos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Projeto Independência

Bom, o que é viajar, é sair para se divertir e conhecer cidades e lugares que nunca passamos correto? Mas para isso temos que ir à procura de guias turísticos ou as próprias agências tem que se responsabilizar por isso, mas com a chegada do avanço tecnológico isso pode ser mudado a qualquer momento, os GPS são ferramentas importantes para que nossa comunicação seja perfeitamente direcionada ao seu público alvo, ela na própria viagem não vai precisar de ninguém vai ser ela mesma, não vai precisar de conselhos e sim prestar atenção no que se vê e tirando conhecimentos próprios não perdendo nunca o foco, ela vai ter uma maior liberdade de conhecer um lugar pelo próprio instinto se autoconhecer, saber seus limites, criar seu próprio trajeto. Por que na vida sempre buscamos a independência! Então por que não unir a fome com a vontade de comer?

Mais ai você me pergunta, e se ele não souber usar o aparelho? Simples se alguém que paga uma viagem cara não sabe usar um GPS ele não é seu público alvo, direcione a venda da ideia a quem já é seu cliente alvo, como algo que agregue valor. Pessoas com deficiência visual podem ser uma grande sacada por que o GPS fala verbalmente onde ele tem que se dirigir, esquerda, direita essas coisas, com dificuldade auditiva também, seria algo institucional, você se importa com a liberdade das pessoas sem preconceito. Veja o vídeo abaixo.



Frases tags:

Seu guia tecnológico

Se perdeu? Olhe para sua mão.

É pequeno no tamanho e grande na liberdade

GPS Guia Para Salvador

Sua babá virtual

Quer ir por ali? Vá

Você tem dois caminhos! Errado, você tem vários.

Independência tecnológica

Liberdade de locomoção