Pages

sábado, 26 de novembro de 2011

A máquina de aprender mais potente do Universo

O cérebro dos bebes ja foi descrito como a maquina de aprender mais potente do Universo, e com bons motivos, Um bebê chega ao mundo preparado para assimilar todas as imagens, sons e sensações que o cercam.

Acima de tudo, o bebê fica fascinado com outros humanos: seu rosto, sua voz e seu toque, O livro babyhood, de Penélope Leach, diz: "Foram feitos muitos estudos sobre as imagens que mais interessam a um bebê, os sons que mais atraem e prendem sua atenção, as sensações de que ele obviamente mais gosta de experimentar. E em geral todas essas coisas são proporcionadas prontamente pela mesma fonte: "um adulto prestativo e atencioso" Assim, não é de admirar que os pais desempenham um papel essencial no desenvolvimento dos seus filhos.

Eu costumava falar como pequenino

Pais e pediatras ficam impressionados com a habilidade de uma recém-nascido de aprender um novo idioma por apenas ouvi-lo. Os pesquisadores descobriram que, em questão de dias, um bebê se acostuma com a voz de sua mãe e prefere ouvi-la em vez de ouvir estranhos; em questão de semanas, consegue diferenciar os sons da língua materna de seus pais e os sons de outras línguas;  e em questão de meses, consegue perceber as transições entre as palavras e assim saber a diferença entre a fala normal e sons incompreensíveis.

Como é que um pequenino um pequenino, ou um bebê, fala? Geralmente balbuciando uma enxurrada de coisas sem sentido. Será que isso é apenas barulho? De jeito nenhum! Em seu livro sobre como o cérebro se desenvolve nos primeiros cincos anos de vida, a Dra. Lise Eliot nos lembra que o ato de falar é "uma habilidade motora complexa, que requer a coordenação rápida de dezenas de músculos que controlam os lábios, a língua, o palato e a laringe". Ela acrescenta: "Embora o balbuciar pareça ser apenas um modo encantador de os bebês conseguirem atenção, ele também é um ensaio muito importante para a complexa ginástica do falar".

Os pais respondem ao balbuciar do bebê com uma fala infantilizada, e isso também tem utilidade. Essa fala estimula o bebê responder. Esse vaivém ensina ao bebê os elementos básicos da conversação - uma habilidade que ele usará pelo resto da vida.

Mudança de papéis

Os pais ficam bem ocupados atendendo ás necessidades diárias de seus recém-nascidos. O bebê chora, e alguém o alimenta, o bebê chora e alguém troca suas fraldas. O bebê chora e alguém pega no colo, ele emite sinais sempre que quer algo, essa atenção é apropriada e necessária. Nessa fase, o principal papel dos pais é cuidar do filho.

Por isso, é natural que o bebê pense que ele é o centro do Universo e que os  adultos - em especial seus pais - vivem apenas em função dele. Esse conceito é equivocado, mas perfeitamente compreensível. Afinal, essa tem sido a realidade do bebê por mais de um ano. Do seu ponto de vista, ele é o rei, ele é o rei de um império habitado por pessoas grandes que existem para servi-lo. O conselheiro familiar John Rosemond escreveu "Leva apenas dois anos para formar essa impressão ilusória. mais leva 16 anos ou mais para corrigi-la! Parece contraditório, mas este é o trabalho dos pais: Fazer seu filho acreditar nessa fantasia e então, com jeito fazê-lo cair na realidade"

Com cerca de 2 anos, o filho começa mesmo a cair na realidade quando o foco dos pais deixa de ser cuidar e passa a ser educar. Agora a criança se dá conta de que a situação não está sob seu controle, mas sob o controle de seus pais. O reinado do bebê foi derrubado e ele talvez não aceite bem o novo governo Frustrado ele tenta continuar no comando como?

As birras

Por volta dos 2 anos, muitos bebês passam por uma mudança radical de comportamento, que costuma incluir episódios de teimosia e irritação conhecidos como birras, de rerepente a expressão favorita da criança é Não! ou "Não quero". Ela pode ficar frustrada consigo mesma ou com seus pais enquanto luta contra seus proprios sentimentos conflitantes. A criança quer ficar longe dos pais e ao mesmo tempo perto deles. Para pais confusos e frustrados, parece que nada faz sentido e nada funciona, o que será que está acontecendo?

Pense na mudança Radical que acontece na vida da criança. Até pouco tempo bastava choramingar e um adulto vinha correndo. Agora ela começa a se dar conta de que seu "reinado" era apenas temporário e que terá de fazer pelo menos algumas coisas sozinha.

Fica cada vez mais claro que ela está numa posição de submissão, ou seja os filhos tem que obedecer os pais, isso é importante para a construção do carater e a personalidade da criança.

Caráter

Alguns animais, e até máquinas, conseguem reconhecer palavras e imitar a fala humana. Mas só o ser humano é capaz de examinar a si mesmo. Por esse motivo, por volta dos 2 ou 3 anos, a criança consegue sentir emoções como orgulho, vergonha, culpa e constragimento. Esses são os primeiros passos para ela se tornar um adulto com qualidade morais - alguém capaz de tomar uma posição firme a favor do que é correto, mesmo que outros estejam fazendo o que não é.

A essa altura, os pais ficam encantados ao ver outra etapa do desenvolvimento. Seu filho está começando a reconhecer as emoções de outros. Aos 2 anos de idade, ele só brincava perto de outras pessoas, mas agora ele interage e brinca com elas. Ele também percebe quando seus pais estão felizes e talvez queira agrada-los. Assim é provável que ele se torne mas receptivo ao ensino nessa fase.

Aos 3 anos, mais do que nas fases anteriores, a criança começa a aprender os conceitos de certo e errado, bom e mau, Sem dúvida, essa é a hora de os pais treinarem seus filhos para se tornarem adultos responsáveis. O que o artigo quer dizer é que a preparação de uma educação tem que ser feita na base, no começo, de alguma coisa, pessoas adultas só vão ser boas pessoas se a "base" for boa, ou seja tudo depende de vocês pais para que seu filho seja bem sucedido na vida.

Fico por aqui.

Deixem seus comentários

Thiago Bastos 


4 comentários:

Brennah Enolah disse...

Olá Thiago

Gostei muito deste assunto por você abordado, pois eu terei em breve nos braços um bebê. Maria Luiza vem aí, e tudo o que você colocou nesta postagem concordo plenamente... confesso que é uma grande ajuda a uma mãe de primeira viagem! Sou Professora e vejo cada vez mais crianças sem estrutura e por trás pais totalmente perdidos... deixam o reinado dos filhos durarem eternamente, e são por eles escravizados - e sobra para nós, Professores, a árdua tarefa de endireitar os filhotes deles, o que está longe de ser nosso papel.

E quanto ao seu comentário: "Você fala como se não tivesse um outro caminho a seguir, mas existe sim, quer encontrar? [...]" - sim, eu gostaria de encontrar, ainda que tenha já cansado de procurar.

Tudo de bom, e parabéns pelo blog.

Thiagø disse...

Olá Brennah, fiquei muito feliz em poder te ajudar, Maria Luiza vai vim saudável e feliz com certeza, me manda um e-mail Brennah que eu responderei todas as sua perguntas e dúvidas.

meu e-mail é tchumidjo@gmail.com

Anônimo disse...

Oi Thi! Adorei o texto! Muito legal e relatando pontos que poderei ajudar o meu filhote que está com 3 meses! Bjão! Tania Bastos

Thiagø disse...

Opa maninha que milagre você por aqui, gostaria de entrar e tomar uma xicara de café? kkkkkkk

Obrigado pelo comentário volte sempre maninha.